Dicas de Fotografia

Flash remoto: como usar o flash longe da câmera

Neste post irei destrinchar uma técnica muito bacana para conseguir fotos bem iluminadas: o flash off camera, ou “flash longe da câmera.” Essa técnica consiste em usar flashes portáteis para conseguir uma iluminação mais adequada e criativa nas suas fotos.

Ao contrário da iluminação de estúdio que depende de equipamentos pesados e suas tomadas, os strobes nos permitem usar uma iluminação com mais praticidade e controle pois são pequenos e usam pilhas e baterias portáteis.

Vamos lá?

Glossário

Strobe: é o flash portátil. Ao contrário daquelas enormes cabeças de flashes encontradas nos estúdios os strobes são pequenos e funcionam a pilha ou bateria – não ligados na tomada ou geradores. É claro que eles possuem menos potência mas nada que não possa ser resolvido usando mais de um ou aproximando o flash do assunto.

Existem strobes de várias marcas, incluindo as oficiais das câmeras como Canon e Nikon. Qualquer marca serve para dispararmos um flash remoto, mas um flash compatível com a nossa câmera dá mais opções.

Sapata: é aquele lugarzinho em cima da câmera aonde se encaixa o Flash.

TTL: É quando a câmera e o flash conversam entre si e definem as coisas automaticamente. A câmera diz pro flash que precisa de mais ou menos luz e ele obedece.

Master e slave: Master é um flash que, na sapata, pode mandar em outros flashes. Slave é o flash que obedece um master (igualzinho ao BDSM.)

Abertura, velocidade e outros termos fotográficos: Para usar essa técnica é preciso já saber fotografar sem o flash. Caso ainda não conheça o básico corre lá na Apostila aprenda a fotografar em 7 lições para não se perder.

Parte 1: materiais necessários

Uma câmera DSLR

Sua câmera precisa te dar total controle sobre as configurações para possibilitar o uso de flashes remotos. A câmera, o computador ou o TTL não saberão fazer nada sozinhos. Por isso bota sua câmera no M e vem comigo.

Um Flash (ou mais)

Vamos começar com um, para não complicar. Depois de treinar bastante com essa técnica vai ficar fácil adicionar mais flashes para a brincadeira.

A única necessidade é que seu flash possua controles manuais. Pelo mesmo motivo ali de cima: para conseguir os resultados que queremos nessa técnica é preciso total controle.

Para quem usa Nikon existem os famosos flashes SB-algumnúmero. Para quem usa Canon os famosos algumnúmero-EX. Existem também várias marcas mais baratas. O melhor custo/benefício na hora de comprar seu flash, como sempre se dá com equipamentos fotográficos, é comprar aparelhos usados.

Dependendo da forma que você vai disparar esses flashes a marca não vai importar. Você pode disparar um SB900 usando uma câmera Canon ou um 580EX com uma Nikon. Neste tutorial trabalharemos no modo manual, então o flash e a câmera não irão conversar o suficiente para se desentenderem. Mas claro que se um dia você precisar usar o flash na sapata ou escolher trabalhar com TTL só vai dar certo com flashes e câmeras compatíveis entre si. Mais sobre isso no próximo item.

Uma forma dos dois conversarem

Eles não irão conversar muito, mas a câmera precisa falar *JÁ* na hora de bater a foto para o flash disparar. Para que essa ligação aconteça você tem algumas opções:

a. Cabo

Você pode usar um cabo de sincronismo PC (de preferência mais longo do que esse da foto) para ligar o flash na câmera. Fique de olho no modelo de flash pois muitos não possuem uma saída PC. Cabos são pouco utilizados hoje em dia pois temos muitas opções sem fio, mas é bom ter um como backup.

Veja uma busca por cabos de sincronismo no Mercado Livre.

b. Rádio

Para que o flash converse com a câmera através de ondas de rádio você colocará uma pecinha transmissora ali na sapata da sua câmera e uma pecinha receptora debaixo do seu flash.

Existem transmissores a rádio de marcas consagradas e caras como o Pocket Wizard e algumas opções mais em conta e versáteis. Usei por muito tempo os kits Cactus, da Gadget Infinity e além de mais baratos sempre fizeram bem o trabalho. Compre usados.

Alguns transmitem TTL, outros não. Os mais baratinhos, naturalmente, não. Mas como já disse não iremos brincar de TTL nesse tutorial.

c. Infravermelho

O infravermelho é uma opção interessante se:

  1. Você já tem pelo menos dois strobes (pois assim um fica em cima da câmera controlando o outro);
  2. Se tem à mão um transmissor infravermelho (como esse da Canon);
  3. Ou se sua câmera já possui essa funcionalidade embutida.

1. Se você já tem dois strobes e um deles pode ser master, então é fácil. É só colocá-lo na sapata e usá-lo para controlar o que sobrou como slave. Para fazer isso é só colocar o da sapata na opção master e o outro (ou outros) na opção slave. Prepare os chicotes e divirta-se! Brincadeira. Para configurá-los direitinho lembre-se de ler o manual dos seus flashes, pois cada um é diferente.

2. Existem transmissores infravermelho para comprar. A vantagem deles sobre os transmissores à rádio que mostrei ali em cima é que o TTL continua funcionando e costumam ser mais baratos do que transmissores à radio que fazem isso.

3. Algumas câmeras possuem um flash master embutido na câmera, naquele pequeno flash pop up ou em outro local. Ele funciona como o infravermelho, de forma ótica.

O transmissor que já vem dentro das câmeras é muito prático pois não é preciso nenhum tipo de cabo, adaptador ou pecinhas extras.

Nota: este post foi publicado originalmente em 2011. No momento desta revisão, em 2015, é praticamente impossível achar um modelo de câmera que não possua essa função.

Leia o manual da sua câmera para saber como ativar e utilizar o transmissor embutido.

Como nem tudo é perfeito, o infravermelho tem um problema. Assim como o controle remoto da sua televisão, que só funciona apontando pra ela, é preciso que o flash esteja na line-of-sight da câmera. Isso quer dizer que aquela partezinha vermelha do flash deve apontar pra câmera invariavelmente e que não pode ter nada entre a câmera o flash. Ou seja: se sua ideia é usar o flash logo atrás de uma pessoa em uma foto, por exemplo, provavelmente não vai dar. Além disso o infravermelho tem um alcance menor do que as ondas de radio.

 

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Decida como você quer fazer a ligação entre Câmera e Flash de acordo com seu orçamento e objetivos de uso.

4. Algo que segure o Flash

Esse flash vai estar longe da câmera. E a câmera, a princípio, vai estar com você. Logo, o flash estará longe de você também! E agora? Onde ele vai ficar? Para variar, existem algumas opções:

a. Tripé

O ideal é ter um tripé para flashes com pino 5/8″. Para poder usá-los com strobes é preciso comprar também uma “cabeça” que adapta o pino 5/8″ para um suporte de strobe, com buraquinho para colocar um modificador (como sombrinhas ou difusores.) Existem alguns tripés feitos para strobes, é claro, e você pode encontrá-los no Mercado Livre ou lojas de coisas fotográficas pela web.

b. Garras

Existem também “garras” de vários formatos: você coloca a garra em uma porta, em uma grade, em um galho de árvore… Onde a imaginação mandar.

c. Ajudante 

Minha opção preferida é essa: mandar alguém segurar o flash para você. :-P

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É bem importante ter uma boa forma de “segurar” o flash, pois precisamos de controle e precisão de distância e ângulos para conseguir os resultados planejados! Se não quiser investir em mais coisas, de início, use a opção ajudante. :-)

5. Fotômetro

Não acho o fotômetro essencial. Dá para se virar muito bem treinando bastante e usando o fotômetro embutido da câmera. Mas… Quem trabalha com flashes bastante diz que o fotômetro é uma ferramenta super prática e um bom investimento.

Eu sei que você não trabalha com flashes afinal está lendo um artigo para iniciantes em flash, então empreste de alguém e veja se faz diferença para você.

Só isso :-)

Esses são os 4 itens essenciais (e 1 facultativo) para começar a trabalhar com flash portátil. Você vai ver mais além que outros acessórios poderão ser bem vindos.

Parte 2: Quando o flash é necessário

Agora que você já tem todas as ferramentas vamos conversar sério: não é preciso usar flash em todas as situações. Só porque a gente sabe como usar não quer dizer que é preciso usar o tempo inteiro.

Qual o seu objetivo?

A primeira coisa a se fazer é pensar no seu objetivo com a foto. Como você quer ou precisa que ela seja? Qual a sensação que você quer ou precisa que ela passe? Para conseguir isso qual é a iluminação necessária? A iluminação disponível consegue oferecer isso? Se não, você pode controlar a situação a ponto da iluminação disponível ser adequada?

Talvez essas perguntas te levem a descobrir que não, não é necessário usar o flash. Às vezes usar a luz disponível é a melhor opção. Eu sou sempre a favor do caminho menos complicado: se a luz disponível me dá o resultado que eu procuro não vou me dar ao trabalho de montar um setup de flashes portáteis para chegar em um resultado pior ou igual. Se montar um setup de flashes portáteis é mais prático do que tentar contornar um problema com a luz disponível então essa opção se mostra mais prática.

Somente quando o flash é realmente a melhor opção (ou única) é que devemos nos preocupar com ele. Lembre-se que ele é mais complicado pois possui mais peças sujeitas a erro e sobre as quais precisamos ter total domínio.

Acho interessante notar algo comentado pelo Jerry (autor das fotos acima): a questão de certos tipos de iluminação estarem na moda. É legal criar algo trendy e que está na moda de vez em quando, mas não se baseie somente nisso. Vá além do que é moda e pense na foto por ela mesma! E se ano que vem aquele flash na cara da modelo deixando a cena subexposta sair de moda, a foto ainda vai ser bonita? Pense nisso!

Entenda a luz

Sempre indico um livro chamado Light: Science and Magic. É legal ler esse livro antes de estudar flash para antes de tudo entender a luz. Depois de entender como a luz funciona temos bem mais conhecimento para escolher as ferramentas certas e conquistar a iluminação ideal. Se a gente não entende como a luz funciona – a física da coisa – vai ser difícil aprender a usar uma ferramenta que tem a ver com ela.

Alguns exemplos

Retratos contra o pôr do sol são sempre um exemplo clássico de uso do flash. Nessa hora temos que decidir se queremos mostrar o por do sol ou o retratado. Aí o flash vem ao resgate, nivelando as duas fotometrias.

sem o flash nem dá pra saber que tem alguém ali!

sem o flash não dá pra saber, mas tem uma moça nessa foto!

o flash nos permite ver a giulia! ISO 800, 10mm, f/10, 1/40seg

o flash nos permite ver a giulia. ISO 800, 10mm, f/10, 1/40seg

Se você tem uma luz difusa e disponível mas quer uma luz dura (ou vice-e-versa) o flash te dará esse controle.

Saiba aqui a diferença entre luz dura e luz difusa.

Se não existe nenhuma luz disponível ou a luz disponível tem péssima qualidade (muito fraca, muito inconstante, com uma cor que estraga sua vida) usar um ou mais flashes é a única salvação. Se precisa de nitidez máxima, usar o ISO bem baixo ou um diafragma mais fechado, o flash oferece potência. Se você quer um estilo low key eliminando a luz ambiente e trabalhando só com um pouco de luz, o flash também vai ajudar.

andreia-flash-remoto

ISO 100, 50mm, f/4, 1/250seg

Se você quer ver bons trabalhos com flash (a talvez alguns nem tanto) para se inspirar e aprender sugiro passear pelo grupo strobist, no Flickr. Ligue seu olhar crítico e veja as situações em que o flash foi benéfico. Quem participa do grupo strobist deve colocar as informações técnicas da foto, logo é um ótimo lugar para aprender as técnicas e equipamentos utilizados em cada clique.

Parte 3: Como modificar a luz

O flash em si oferece poucas possibilidades de alteração no feixe de luz. Você pode alterar a potência e, às vezes, o zoom (embora este último não faça uma diferença muito radical.) Por isso existem alguns acessórios que podem te ajudar a conseguir efeitos diferentes.

1. Sombrinha

A sombrinha é nossa amiga. Com ela conseguimos uma luz difusa facilmente. Existem sombrinhas difusoras e rebatedoras. As difusoras ficam entre o flash e o assunto. No caso das rebatedoras o flash fica entre a sombrinha e o assunto. Gosto mais das primeiras, pois a luz viaja menos e assim perde-se menos potência.

Além da sombrinha também é possível usar outros difusores de luz como softboxes ou octosofts. Mas estes diminuem mais ainda a potência disponível e podem ser caros.

É bom lembrar que flashes portáteis já não são muito potentes (pelo menos se compararmos com os flashes de tomada) – por isso o melhor é evitar ao máximo perder qualquer pouquinho de potência. Todo modificador que serve para deixar a luz mais difusa vai fazer você perder um pouco da potência.

2. Snoot

Um Snoot é o contrário de um difusor: é um tubo (ou qualquer coisa parecida) feito para deixar a luz mais concentrada e dura. É possível usar também snoots com colmeias para aumentar o efeito.

Se você procurar por “strobist DIY snoot” no google vai encontrar várias dicas de como fazer um em casa com coisas de casa como caixa de cerais ou carteira de cigarro! Vale a pena fazer uns para testar.

3. Gels para flash

Suponho que você já sabe o que é temperatura de cor (se não sabe, clique aqui antes de continuar.) Então: seu flash tem uma temperatura de cor. O pôr do sol tem outra temperatura de cor. A lâmpada da sala tem outra temperatura. Um dia de céu limpo tem uma temperatura e um dia nublado tem outra. Se você quer um resultado onde não dê pra notar o uso de flash você pode usar um gel de correção.

O gel de correção não é um gel, na realidade. É um pedaço de plástico que você coloca na frente do flash para simular outra temperatura de cor. Assim seu flash pode, em um passe de mágica, ter a mesma temperatura de cor da luz ambiente e criar um resultado mais natural.

E é claro que o gel também pode ser usado para desequilibrar ainda mais a temperatura de cor e criar efeitos (depende do seu objetivo.) Na foto abaixo usei uma técnica bem tradicional de dar uma animada em fotos durante dias nublados: botei um gel verde no flash e configurei a câmera para a temperatura de cor fluorescente. Minha amiga Sônia ficou com uma iluminação natural, e o céu que estava cinzento e feio ficou mais colorido.

ISO 800, 12mm, f/8, 1/6seg

ISO 800, 12mm, f/8, 1/6seg

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Essas são as principais formas de modificar a luz do flash. Você não precisa (e nem deve) sair correndo para comprar todos os acessórios existentes no universo. Aos poucos pode ver o que faz falta e merece um investimento. Pra economizar siga minha dica de sempre: procure no Mercado Livre e em grupos de redes sociais por produtos usados e sairá muito mais em conta. Quem não usa todos os acessórios regularmente também pode juntar um grupo de amigas e amigos e comprar um só modificador para o grupo inteiro usar quando precisar.

Parte 4: Como colocar tudo para funcionar

Agora que você já tem todos os equipamentos e acessórios necessários vamos ao que interessa: como botar tudo pra funcionar?

Antes de mais nada lembre-se: estaremos lidando com duas (ou mais) exposições. Temos a luz ambiente e temos a luz do flash. Ao fotografar com essas duas luzes precisamos considerar essas duas exposições (seja para que consigamos um resultado balanceado ou para que consigamos eliminar a luz ambiente.)

Não sabe o que é exposição? Aprenda na apostila Aprenda a fotografar em 7 lições

Dito isso vamos a algumas regrinhas

1. Use sempre uma velocidade igual ou menor do que a velocidade de sincronismo da sua câmera (normalmente 1/250.)

2. ISO, abertura e tempo de exposição interferem na luz ambiente normalmente. Abertura e ISO interferem na luz do flash. Ou seja: se você quer alterar somente a fotometria da luz ambiente mexa no tempo de exposição. Qualquer outra configuração vai alterar a exposição das duas fontes de luz.

3. A potência do flash, assim como de qualquer fonte de luz, segue a lei do quadrado inverso: I= 1/d*2 (sim, tenha medo.) Essa lei, na prática, é algo lógico: quanto mais longe do flash, mais fraca vai ser a luz. Só que numa distância maior essa diferença é menor. O que facilita é que essa regra segue o mesmo padrão dos f/stops da nossa câmera:

f/1.4, f/2, f/2.8, f/4, f/5.6, f/8, f/11, f/16, f/22, f/32… a cada f/stop perdemos um ponto de exposição, certo? Acontece o mesmo com a distância: se você tem um objeto a 1.4 metros do flash e outro a 2 metros do flash, aquele que está a 2 metros vai ter 1 ponto de exposição a menos do que aquele que está a 1.4! Se você tem um objeto a 22 metros do flash e outro a 32, acontece o mesmo. Veja que a diferença vai diminuindo com a distância.

Pode parecer complicado à primeira vista, mas vamos pensar em uma prática:

Você está fotografando uma pessoa e atrás dela tem uma parede branca. Você quer que a parede fique branca na foto. Ao colocar a pessoa a uma distância de 2 metros da parede e o flash a uma distância de 1.4 metros da pessoa, quer dizer que o flash estará a uma distância de 3.4 metros da parede. Ou seja, a parede receberá 2 pontos de luz a menos do que a pessoa, por isso ficará cinza. Para resolver isso você pode simplesmente colocar o flash a 4.5 metros da pessoa: assim a pessoa e a parede estarão no mesmo ponto de exposição mesmo com uma distância de 2 metros entre eles. Para isso você precisará aumentar a potência do flash e/ou mudar as configurações de abertura e ISO, é claro.

Simples, não? Acredite, na prática é muito mais tranquilo lembrar disso: se você quer que a luz tenha mais abrangência, é preciso que ela esteja mais longe, e vice-e-versa.

O contrário também funciona: se você quer que a naquela situação acima a parede branca fique preta, é só deixar o flash próximo da pessoa e a pessoa bem longe do fundo (o suficiente para eliminar a luz que chega do flash.)

Como eliminar a luz ambiente

O primeiro passo é fazer a fotometria do ambiente de forma que a luz disponível não apareça na foto. Aponte para o ambiente onde a foto será tirada e ajuste as configurações para que o ponteiro do fotômetro fique ao máximo na direção do sinal de menos, indicando que a foto está subexposta.

Se você fizer uma foto agora, ela deve sair completamente escura.

Agora você liga o flash e escolhe uma potência. A maioria dos flashes te mostram, ao focar no assunto, a distância que o flash precisa estar para iluminá-lo corretamente (leia o manual do seu flash para saber como ele faz isso.)

Se não for possível fazer essa medição, você pode fazer uma foto de teste e ajustar a potência do flash.

ISO 100, 10mm, f/3.5, 1/250seg

ISO 100, 10mm, f/3.5, 1/250seg

A foto acima eliminou toda a luz do dia que tinha disponível para que fosse possível criar uma sombra, assim como a foto em destaque do post.

Como balancear o flash com a luz ambiente

Para balancear o flash com a luz ambiente você vai começar fazendo a fotometria correta da sua luz ambiente.

No exemplo abaixo eu queria mostrar o pôr do sol e o casal ao mesmo tempo. Para fazer isso fiz a fotometria no céu. A foto sem o flash ficou assim:

ISO 100, 10mm, f/5.6, 1/250

ISO 100, 10mm, f/5.6, 1/250

Nesta hora não mudei nenhuma configuração. Somente liguei o flash e, usando o transmissor embutido da minha câmera e o modo TTL, o resultado foi esse:

ISO 100, 10mm, f/.56, 1/250

ISO 100, 10mm, f/.56, 1/250

Como modificar o flash de forma criativa

Por fim, além de usar sombrinhas e snoots também podemos usar os objetos que estão ao nosso redor para modificar a luz do flash e deixá-la interessante sem gastar nada. Na foto abaixo coloquei o flash atrás de uma cadeira trançada para criar uma textura diferente no rosto da modelo.

ISO 100, 50mm, f/1.8, 1/125

ISO 100, 50mm, f/1.8, 1/125

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Existem diversas possibilidades para o uso do flash remoto. Comece lendo o manual do seu flash e da sua câmera para entender o que está ao seu alcance e depois parta para a brincadeira :-)

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sobre a autora

De mãos vazias, Claudia Regina segura a pá. Anda a pé, montada no touro. Cruza a ponte, e ela flui, mas a água não.

claudiaregina.com

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