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Dois monitores ou um monitor grandão? (ou ambos?)

Usar mais de uma tela no computador é uma tática comprovada de conseguir melhorar sua produtividade de 40 a 50 por cento. E não precisa ter centenas de telas no estilo “Nasa” para conseguir isso: o maior salto de melhora é justamente entre 1 e 2 telas. Por que isso acontece?

O maior vilão da perda de produtividade no uso de computadores é a perda de contexto. Se você tem que ficar alternando entre janelas maximizadas para trabalhar, seu cérebro precisa se adaptar ao contexto de cada uma delas a cada mudança, além de lidar com a operação necessária para a troca entre elas, e a seleção da nova janela adequada. Você já deve ter percebido isto ao ter de fazer múltiplas trocas de tela para conseguir copiar os dados de um e-mail para fazer um depósito em um banco on-line, por exemplo. E ao usar 2 monitores você imadiatamente dobra a sua possibilidade de manter contextos ativos simultaneamente. Fonte: Efetividade.net

How it actually looks...
Foto por Hexidecimal, no Flickr (CC)

Ter uma tela bem grande também é bem produtivo, principalmente para quem trabalha com aplicativos com muitos painéis (alguém aí pensou no Photoshop?) – se a tela for WideScreen, melhor ainda! O objetivo, no fim das contas, é trabalhar de forma produtiva usando recursos como “minimizar” o mínimo possível.

E para os fotógrafos?

O problema é que os estudos mais completos sobre o assunto usam sempre tarefas mais textuais ou “copiar e colar” como base. Fica evidente que ao trabalhar com texto, planilhas e programação o ganho de produtividade é imenso. Mas e trabalhando com imagens? A única pesquisa que usou tarefas gráficas na metodologia é bem pouco imparcial pois foi feita sob encomenda para a Apple e seu Cinema Display de 30″ :P

O fato é que nós, fotógrafos, trabalhamos e temos necessidades específicas! Estive por muito tempo inclinada a acreditar que um monitor bem grande, preferencialmente Widescreen, fosse o mais indicado para quem trabalha exclusivamente com Fotografia. Cheguei à essa conclusão com base no meu próprio Workflow “fotográfico”:

Ter uma tela grande me permite muita facilidade para editar fotos no Lightroom, que é um programa com vários painéis. Na hora de usar o Photoshop essa facilidade também aparece, além de conseguir organizar várias fotos ao mesmo tempo na tela. Fora a vantagem mais óbvia: as fotos ficam enormes e fica mais fácil ver seus detalhes. Na hora de fazer outras tarefas a tela Widescreen permite ter 2 aplicativos ou mais abertos e aparentes instantaneamente. Dá pra deixar o navegador de um lado, um editor de texto no outro, o Evernote em um cantinho, e por aí vai (de forma parecida com o que seria feito em duas telas.)

Estava bem feliz com essa opção quando li, de novo no Efetividade.net, a ideia de usar um monitor pequenucho (7″) para aplicativos de apoio. Achei muito interessante e fiquei matutando e pensando em comprar. Acabei deixando para depois afinal não estava me fazendo tanta falta. Até que descobri, meio sem querer, que o iPad poderia servir à esse propósito! Um monitor auxiliar é uma solução para quem gosta de usar um monitor bem grande mas não deixa de ter alguns aplicativos que poderiam estar visíveis o tempo inteiro.

Como usar um monitor adicional?

Independente de tamanho ou modelo usar um monitor adicional depende de alguns fatores: é preciso que o seu computador (mais especificamente sua placa de vídeo) suporte a demanda e tenha as duas saídas de vídeo. Isso pode deixar o seu computador mais lento, então é bom considerar um upgrade caso o computador não esteja com processamento de sobra ;)

Tendo uma placa de vídeo compatível e um monitor a mais em mãos você vai conectá-los lado a lado. Uma dica interessante de quem costuma lidar um pouquinho mais com texto é deixar um dos monitores na vertical. Infelizmente não posso detalhar completamente o processo pois existem milhares de modelos de computadores e placas de vídeo por aí, então use nosso amigo Google e pesquise como conseguir fazer isso com a sua máquina ;)

Usando o iPad como monitor auxiliar

Como falei ali em cima estou testando o iPad como monitor auxiliar, e parece bem promissor. Se quiser fazer isso também, aí vão algumas dicas:

• Existem vários aplicativos para esse fim. Pesquisei bastante sobre cada um deles para decidir a melhor opção: o que eu comprei é o DisplayPad, que custa (fev/11) $4.99. A desvantagem é que ele só funciona em Mac. Outro com ótimos reviews foi o AirDisplay, que custa (fev/11) $9.99 e funciona tanto em Mac quanto em Windows. Os outros receberam vários reviews negativos, então prefiro não indicar ;)

• A conexão, independente do aplicativo, é feita via rede WiFi. Então, naturalmente, o computador e o iPad deverão estar conectados na mesma rede. Li em vários lugares que é indicado desligar o Bluetooth para melhorar a comunicação, mas como uso mouse Bluetooth o tempo inteiro não fiz isso, e a conexão pareceu boa o suficiente mesmo assim. Como estamos falando de transmissão de imagem é bom lembrar que a qualidade da rede WiFi vai definir a qualidade da transmissão.

• Nada de usar aplicativos “importantes” na telinha. Existe um atraso de envio e por isso chamamos de “tela auxiliar.” Então não dá para editar fotos ou navegar por lá, mas dá tranquilamente para deixar sua lista de tarefas, email, chat e outros aplicativos mais estáticos para fácil checagem durante o trabalho.

• Se você já usa dois monitores, o iPad poderá ser o terceiro :D Fiz o teste e funcionou lindamente.

• O iPad continua sendo Touch (não vejo muitas vantagens nisso, na realidade rs) e continua girando a tela pelo acelerômetro.

Abaixo o vídeo do passo a passo de funcionamento desse setup:


*Recebendo o artigo por email? Clique aqui para ver o Vídeo.

Se tiver curiosidade para ler mais sobre o assunto “Produtividade VS Monitores” acompanhe algumas referências no meu Delicious.

Por
Claudia Regina


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